domingo, 2 de janeiro de 2011

Desbloquearam o PlayStation 3



Depois do hack encoberto pela Sony, feito por GeoHot, outro grupo encontrou uma forma para hackear e desbloquear o console.

No começo de 2010, George Hotz hackeou o PlayStation 3. O hack, que quebrava as barreiras do hypervisor (responsável pela virtualização e controle dos recursos compartilhados pela máquina), visava apenas utilizar todo o poder do console enquanto se rodava algum software livre. Como tal façanha possibilitaria desvendar formas de desbloqueio, a Sony, no dia 29 de março, atualizou o PlayStation 3 (versão 3.21), retirando a possibilidade de instalação de qualquer sistema operacional no modelo “fat”, único que permitia tais instalações.

O hack de GeoHot, que também foi o hacker responsável pelo primeiro desbloqueio do iPhone, foi em vão. Mas foi em vão pelo simples fato de que ele não queria desbloquear o console, e sim estudá-lo. Todo o trabalho de Hotz foi focado em utilizar os sete coprocessadores do PlayStation 3, que era algo limitado quando se utilizava qualquer distribuição Linux no console, quebrando apenas a camada que dava essa limitação.     Ao falar em hackear um console, estamos comprando uma briga imensa com a empresa responsável por ele, já que, na semana seguinte, a mesma correrá atrás de uma maneira de resolver as falhas de segurança, assim como aconteceu com o Xbox 360, Wii, PSP e, atualmente, o PlayStation 3. Muitas vezes as empresas acabam tendo decisões mais radicais, optando por banir o console, mas isso não quer dizer que as próprias empresas não vejam seus próprios erros. O Xbox 360, por exemplo, teve duas de suas atualizações completamente abertas por vários hackers, e a Microsoft tenta mantê-lo seguro como pode, mesmo sendo tarde. Por mais que tentem encobrir a falha de segurança, o hacker já saberá como o console funciona, e isso faz com que seja fácil abrir espaço novamente, não importa quantas atualizações façam. No caso do Wii, o único fator que acabou contribuindo para seu hackeamento foi o seu controle, já que a ideia principal era fazer um computador reconhecer o Wii Remote. Em outras palavras, jogos piratas foram um bônus.